Fake news e atuação do g1
O portal g1, da Globo, disse, em nota, que começou a verificar conteúdos em 2017, com a seção “É ou não É”, e, em 2018, passou a integrar o projeto Fato ou Fake com os demais veículos: TV Globo, GloboNews, O Globo, Extra, Valor e CBN.
“Desde então, já foram realizadas mais de seis mil checagens, reiterando ano após ano o empenho do g1 com a precisão, o rigor e a responsabilidade editorial. O projeto na TV, iniciado no final de 2024, também foi ampliado. Os telejornais de rede e locais da Globo e de suas afiliadas, além da GloboNews e do programa Mais Você, contam com um quadro especial do Fato ou Fake, no qual temas que ganharam repercussão nas redes sociais são analisados e verificados pela equipe do projeto”, relata a nota da Globo.

Assim, no ano passado, o portal da Globo ampliou a equipe, ante o aumento de conteúdos manipulados, especialmente com o avanço da tecnologia e, mais especificamente, da inteligência artificial (IA) e passou a investir continuamente em novas ferramentas de verificação, incluindo sistemas de análise de voz, fotos e vídeos produzidos artificialmente.
“Durante o período eleitoral, quando o volume de conteúdos duvidosos aumenta e a sociedade depende ainda mais de informação clara e confiável, esse trabalho se intensifica. Este ano, a equipe está sendo reforçada para atuar tanto na verificação de conteúdos que viralizam nas redes sociais quanto na checagem de declarações feitas por candidatos em entrevistas e debates, muitas vezes em tempo real”, diz o comunicado.
As iniciativas do Poder360
Já o jornal digital Poder360 detalhou, por meio do COO Guilherme Alpendre, como deve agir neste ano em relação ao processo eleitoral.
Meio & Mensagem – Como o Poder360 se estrutura este ano para o combate às fake news?Guilherme Alpendre – O Poder360 combate as fake news com jornalismo profissional em tempo integral, uma equipe especializada dedicada exclusivamente à cobertura dos assuntos do poder, com base em Brasília, e foco permanente na apuração rigorosa dos fatos.
O veículo mantém o maior time dedicado a esse tipo de cobertura na capital, com mais de 100 jornalistas, o que permite checagem mais rápida, leitura contextualizada de declarações e acompanhamento contínuo de narrativas políticas — algo essencial em períodos eleitorais.
Como mediatech, o Poder360 também investe em tecnologia.

A redação vem ampliando o uso de ferramentas de IA para apoiar a análise de dados e documentos, sempre com supervisão humana e decisão editorial jornalística.
M&M – Com a evolução da IA, que é um elemento potente para a criação de vídeos falsos, por exemplo, que tecnologias o Poder360 deve usar para verificar a veracidade ou não desse conteúdo?
Alpendre – O Poder360 utiliza ferramentas baseadas em IA para apoiar a verificação de conteúdos potencialmente manipulados, especialmente vídeos, áudios e imagens que circulam em contextos sensíveis, como períodos eleitorais.
Essas tecnologias ajudam a fazer uma triagem rápida de materiais suspeitos, mas não substituem o trabalho humano.
A decisão final é sempre jornalística: analisar, contextualizar, checar com fontes e verificar novamente. A combinação entre tecnologia e apuração rigorosa é o que garante a confiabilidade do processo.

